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	<title>A cinéfila</title>
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	<description>Blog de Cyntia Calhado</description>
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		<title>A cinéfila</title>
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		<title>Uma questão de autoria</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Nov 2011 17:08:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cyntiacalhado</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://cyntiacalhado.files.wordpress.com/2011/11/o-palhaco-pbr.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-295" title="O Palhaço" src="http://cyntiacalhado.files.wordpress.com/2011/11/o-palhaco-pbr.jpg?w=460&#038;h=307" alt="Selton Mello" width="460" height="307" /></a><a href="http://cyntiacalhado.files.wordpress.com/2011/11/palhac3a7o.jpg"><br />
</a>A carreira de ator de Selton Mello pode esclarecer algumas de suas opções como diretor. A forma com que ele transita entre o cinema de autor, comercial e a televisão o fazem um ator versátil, mas como cineasta, ele seria mais bem sucedido se adotasse uma linha. A comparação entre seu primeiro longa e <strong><em>O Palhaço</em></strong> revelam um diretor hesitante em seus objetivos. O primeiro tem pretensões claras de se colocar como um filme autoral, enquanto o segundo almeja o maior diálogo com o público.</p>
<p>Em <a href="http://www.imdb.pt/title/tt1264083/" target="_blank"><em>Feliz Natal</em></a>, o amontoado de clichês de uma vertente do cinema autoral e a falta de marcas próprias do diretor revelam um conjunto artificial, sem alma. A família exageradamente disfuncional, a fotografia estetizada, os planos rápidos e a montagem picotada, que ecoam Cassavetes e <a href="http://www.imdb.pt/title/tt0241663/" target="_blank"><em>Lavoura Arcaica</em></a>, parecem uma tentativa de Selton em se apoiar em referências cinematográficas validadas pela crítica.</p>
<p>Em <em>O Palhaço</em>, a crise de identidade de Benjamin se transpõe para o filme, que apresenta três registros estéticos conflitantes. O universo circense e a escalação de Moacir Franco e Jorge Loredo indicam uma tentativa de filiação ao cinema popular. A estética Globo, de filmes como <a href="http://www.imdb.pt/title/tt0448927/" target="_blank"><em>Se Eu Fosse Você</em></a>, se faz presente nos espetáculos impactantes, com figurinos e maquiagens impecáveis e fotografia que investe no brilho e na exuberância de cores, tornando incoerente a imagem de circo pobre que os diálogos indicam. A menina angelical e perfeita, filha dos atores circenses, e os personagens sem nenhum desvio moral, exceto a dançarina que é expulsa da trupe, reforçam a ideia de um filme com pretensão de atingir o público de classe média, seguindo a cartilha dos maiores sucessos de bilheteria da retomada. Basta lembrar de <a href="http://www.imdb.pt/title/tt0080482/" target="_blank"><em>Bye Bye Brasil</em></a> para entender a diferença. A terceira referência adotada pelo filme é a estetização dos longas de Wes Anderson. As imagens caricaturais do diretor norte-americano são a matriz da composição dos planos de conjunto da trupe e da atuação de Selton.</p>
<p>Além das questões estéticas, a falta de identidade do personagem &#8211; eixo do roteiro &#8211; não é aprofundada e se resolve de forma banal – com Benjamin percebendo a importância de sua profissão ao ver Jorge Loredo contando piadas em uma mesa de bar. Essa falta de estrutura dramática faz com que os episódios protagonizados pelos coadjuvantes se sobressaiam, tornando o filme irregular. Neste ponto reside a maior virtude do diretor, conseguir grandes performances de atores com forte significado no imaginário do espectador.</p>
<p>Para corroborar a imagem de um diretor inseguro, Selton termina seu filme com um plano sequência em clara tentativa de demonstrar virtuosismo, o que é em vão, já que não basta dominar a técnica para ser um bom cineasta, é preciso usá-la a favor de um modo de ver e retratar o mundo que é próprio do diretor – a famosa autoria. Mas, como nos diz em <em>O Palhaço</em>, Selton está em busca desta identidade.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cyntiacalhado.wordpress.com/287/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cyntiacalhado.wordpress.com/287/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cyntiacalhado.wordpress.com/287/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cyntiacalhado.wordpress.com/287/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cyntiacalhado.wordpress.com/287/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cyntiacalhado.wordpress.com/287/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cyntiacalhado.wordpress.com/287/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cyntiacalhado.wordpress.com/287/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cyntiacalhado.wordpress.com/287/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cyntiacalhado.wordpress.com/287/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cyntiacalhado.wordpress.com/287/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cyntiacalhado.wordpress.com/287/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cyntiacalhado.wordpress.com/287/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cyntiacalhado.wordpress.com/287/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cyntiacalhado.wordpress.com&amp;blog=2082627&amp;post=287&amp;subd=cyntiacalhado&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O Mal-Estar no Capitalismo</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Oct 2011 17:37:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cyntiacalhado</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><a href="http://cyntiacalhado.files.wordpress.com/2011/10/trabalhar_cansa-994782251-large.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-281" title="Trabalhar_Cansa-994782251-large" src="http://cyntiacalhado.files.wordpress.com/2011/10/trabalhar_cansa-994782251-large.jpg?w=598&#038;h=335" alt="" width="598" height="335" /></a></p>
<p>Nenhum filme brasileiro pós-retomada abordou a desumanização do homem pelo trabalho como <em><strong>Trabalhar Cansa</strong></em>, que marca a estreia de Marco Dutra e Juliana Rojas no longa-metragem. Por meio da história de uma família paulistana de classe média, em que a mulher ascende de dona de casa à pequena burguesa e o marido passa de executivo bem-sucedido a desempregado, o filme mostra que é preciso abandonar os valores e a ética para <em>sobreviver</em> ao mercado de trabalho, expressão usada pelo palestrante na sequência final.</p>
<p>A personagem de Helena, interpretada pela espantosa Helena Albergaria, estipula suas próprias regras na contratação da nova empregada, não seguindo a CLT, e incorpora o papel de proprietária no mini-mercado que abre, vasculhando a bolsa da caixa e desconfiando da honestidade do funcionário. Já Otávio, na difícil tarefa de conseguir um emprego depois dos 40 anos, passa por humilhantes dinâmicas e palestras motivacionais, nas quais se depara com a ideologia da sobrevivência na selva, que mascara o exército de reserva inerente ao sistema capitalista, e do networking, que encontra terreno fértil no Brasil, onde as relações afetivas historicamente prevalecem sobre o mérito.</p>
<p>Para traduzir esteticamente a disfunção das relações de trabalho, o longa insere elementos do cinema fantástico e do terror no realismo social. Helena tenta esconder e remover todos os indícios que revelam a podridão do sistema, como o cachorro raivoso que aparece na frente do mercado, o líquido viscoso preto que surge do piso, a infiltração na parede e, no clímax do horror, o monstro que está detrás dela. Há um esforço da personagem em afastar a filha, símbolo da nova geração, desta realidade. Ela pede que o marido não conte a respeito do monstro para Vanessa e, quando a menina está brincando com as notas no caixa, a mãe diz pra ela não tocar naquilo, pois “dinheiro é sujo”.</p>
<p>A mistura de gêneros também se reflete nas interpretações. O clima soturno gerado pela calma perturbadora de Helena, tom também adotado por Marina Flores no papel da filha, se opõe às interpretações realistas, do apático Otávio e das energéticas, e um tanto cômicas, personagens da sogra e da corretora. A edição de som, principalmente na cena que Helena está quebrando a parede para descobrir o que está causando a infiltração, e a montagem precisa com cortes secos também contribuem para o suspense.</p>
<p>Os animais são <em>leitmotiv</em> do filme. Há o pintinho no ovo, as baratas, o morcego da história da irmã de Otávio, o museu de bichos empalhados, com o bezerro de duas cabeças, o monstro e o cachorro raivoso. Com exceção do cachorro, todos os outros animais estão mortos. O filme comporta a leitura de que a notória contenção da agressividade de Otávio, sua pulsão de vida, portanto, tem como analogia os animais inertes. Os diversos índices orgânicos &#8211; o sangue no pano de prato, as peças de carne do mercado, os vermes misturados com cabelo que obstruem o encanamento &#8211; relacionados ao aprisionamento dos animais, servem como metáfora da repressão do instinto humano.</p>
<p>A sofisticação da crítica ao trabalho no longa encontra-se na indicação de que a adequação necessária para se encaixar nas engrenagens capitalistas atuais é uma repressão ainda maior do que aquela exigida para a vida em sociedade, como Freud desenvolve em <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Mal-Estar_na_Civiliza%C3%A7%C3%A3o"><em>O Mal-Estar</em><em> na Civilização</em></a>. Em um misto de perplexidade e desespero, o grito final de Otávio é um pedido de libertação.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cyntiacalhado.wordpress.com/280/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cyntiacalhado.wordpress.com/280/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cyntiacalhado.wordpress.com/280/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cyntiacalhado.wordpress.com/280/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cyntiacalhado.wordpress.com/280/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cyntiacalhado.wordpress.com/280/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cyntiacalhado.wordpress.com/280/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cyntiacalhado.wordpress.com/280/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cyntiacalhado.wordpress.com/280/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cyntiacalhado.wordpress.com/280/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cyntiacalhado.wordpress.com/280/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cyntiacalhado.wordpress.com/280/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cyntiacalhado.wordpress.com/280/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cyntiacalhado.wordpress.com/280/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cyntiacalhado.wordpress.com&amp;blog=2082627&amp;post=280&amp;subd=cyntiacalhado&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O manifesto niilista de Lars</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Aug 2011 01:59:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cyntiacalhado</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Filme discute o existencialismo por meio do drama de personagens perante o fim iminente da Terra  Assim como em Anticristo, Lars Von Trier inicia Melancolia com um prólogo grandiloquente com estética composta por tableaux vivants em câmera lentíssima. O espetáculo visual antecipa os eixos da trama. As imagens do universo e de Justine vestida de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cyntiacalhado.wordpress.com&amp;blog=2082627&amp;post=264&amp;subd=cyntiacalhado&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:left;" align="center"><em><a href="http://cyntiacalhado.files.wordpress.com/2011/08/melancholia2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-270" title="melancholia" src="http://cyntiacalhado.files.wordpress.com/2011/08/melancholia2.jpg?w=276&#038;h=405" alt="Lars Von Trier" width="276" height="405" /></a><a href="http://cyntiacalhado.files.wordpress.com/2011/08/melancholia1.jpg"><br />
</a>Filme discute o existencialismo por meio do drama de personagens perante o fim iminente da Terra </em></p>
<p>Assim como em <em>Anticristo</em>, Lars Von Trier inicia <strong><em><a href="http://www.imdb.com/find?s=all&amp;q=melancholia">Melancolia</a></em></strong> com um prólogo grandiloquente com estética composta por <em>tableaux vivants</em> em câmera lentíssima. O espetáculo visual antecipa os eixos da trama. As imagens do universo e de Justine vestida de noiva tentando ir contra as forças da natureza que a impedem de andar, já indicam que a Terra vai ser engolida pelo planeta Melancolia e que a depressão da personagem interpretada por Kirsten Dunst vai arruinar seu casamento antes mesmo dele se concretizar.</p>
<p>Se em <em>Anticristo</em> o embate se dava entre a mulher, que representava a natureza, e o homem, um psicanalista, que encarnava a ciência. Neste filme, John (Kiefer Sutherland) representa a potencialidade do ser humano, Claire (Charlotte Gainsbourg) seria a crença nos valores sociais e Justine a niilista.</p>
<p>Após o prólogo, o filme é dividido em duas partes que levam o nome das irmãs Justine e Claire. A primeira parte, que mostra o casamento de Justine, é claramente inspirada em <em>Festa de Família,</em> de Thomas Vinterberg. Os planos de Claire em proporcionar uma cerimônia grandiosa para a irmã são paulatinamente destruídos por inúmeros acontecimentos incômodos. A pompa de chegar com uma limusine enorme na casa de campo faz com que o carro não passe pela estradinha de terra atrasando muito a chegada dos noivos na festa. A mãe da noiva, que representa a afetividade, faz um discurso pessimista em relação à felicidade matrimonial. A crítica a falta de limites do trabalho na vida pessoal é materializada pelo chefe de Justine que força a noiva a criar o slogan de uma campanha durante a festa. Outro agravante é o desinteresse da noiva em participar de rituais importantes da festa. Além de criticar os valores burgueses, assim como no filme do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Dogma_95">Dogma 95</a>, esta primeira parte mostra o progressivo agravamento do quadro depressivo de Justine.</p>
<p>Depois do fiasco do casamento, o filme centra-se na rotina de Justine, Claire, seu marido e filho. A opção em retratar uma família rica visa tirar o foco das preocupações materiais imediatas, para se deter nos questionamentos existencialistas. À medida que o planeta Melancolia se aproxima da Terra, Justine vai melhorando seu humor e Claire começa a se desesperar com a possibilidade do choque, que seu marido garante que não vai ocorrer. Na verdade, John sabe que a colisão é inevitável, mas se apega à ilusão de que o planeta pode desviar.</p>
<p>Quando os personagens se dão conta de que o fim da Terra está próximo, John se mata, o que pode ser interpretado como a impotência humana frente à dinâmica do universo. A origem da angústia de Claire, saber que o filho não terá um lugar para crescer, é colocada pelo viés do instinto materno que, em última instância, é o desejo de preservação da humanidade. Nos últimos momentos, ela se apega aos rituais sociais, propondo a Justine que tomem vinho e ouçam uma sinfonia de Beethoven, o que é rechaçado ironicamente pela irmã.</p>
<p>Como niilista, Justine vê os seres humanos como um dos inúmeros elementos que compõem o universo &#8211; apresentando inclusive uma posição misantropa em certo momento. A melancolia, que dá nome ao planeta e afeta o humor de Justine, é gerada pela constatação de que a vida não tem sentido, nem é o objetivo da existência do universo, além de ser desprezível em relação às determinações do cosmo. A partir do momento em que ela se enxerga parte de uma natureza maior, que engloba todo o universo, passa a encarar o fim de forma serena. A reação dela pode ser comparada a dos cavalos da casa de campo que se agitam ao perceberem que algo está em desequilíbrio para depois se tranquilizarem. Este processo de aceitação da finitude, pelo qual passa Justine, é semelhante ao vivido pelas personagens de <em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0050976/">O Sétimo Selo</a></em>, de Ingmar Bergman, que dançam rumo à morte, na última sequência do filme.</p>
<p>A religião está presente na obra de Lars Von Trier desde a estrutura do Dogma 95, manifesto cinematográfico criado por ele e Thomas Vinterberg. Em <em>Ondas do Destino</em>, ele criticou a religião como instituição e admitiu a existência de milagres pela fé. Em <em>Anticristo</em>, mostrou seus efeitos psicológicos e sociais, com foco em seu papel na repressão da mulher. Já em <em>Melancolia</em>, o diretor abandona a religião, adotando uma postura claramente ateísta.</p>
<p>Na mise en scene, a dimensão do planeta em colisão revela a pequenez das personagens e, por conseqüência, da humanidade. Na corajosa cena final, em que a família é incinerada sem redenção, restando apenas o silêncio e a escuridão, Lars enfrenta o antropocentrismo e coloca o homem em seu lugar.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cyntiacalhado.wordpress.com/264/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cyntiacalhado.wordpress.com/264/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cyntiacalhado.wordpress.com/264/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cyntiacalhado.wordpress.com/264/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cyntiacalhado.wordpress.com/264/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cyntiacalhado.wordpress.com/264/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cyntiacalhado.wordpress.com/264/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cyntiacalhado.wordpress.com/264/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cyntiacalhado.wordpress.com/264/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cyntiacalhado.wordpress.com/264/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cyntiacalhado.wordpress.com/264/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cyntiacalhado.wordpress.com/264/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cyntiacalhado.wordpress.com/264/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cyntiacalhado.wordpress.com/264/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cyntiacalhado.wordpress.com&amp;blog=2082627&amp;post=264&amp;subd=cyntiacalhado&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Embaixadora da diversão</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Aug 2011 01:15:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cyntiacalhado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Salas de cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Bourbon Pompéia]]></category>
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		<category><![CDATA[Cinemark Cidade Jardim]]></category>
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		<category><![CDATA[Reserva Cultural]]></category>
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		<description><![CDATA[No período de junho e julho, visitei e critiquei as melhores salas de cinema de São Paulo para o site do Divirta-se, do Guia do Estado. Abaixo, as minhas avaliações: Kinoplex Itaim – sala 6 Este cinema é um dos melhores da cidade para quem procura conforto e blockbusters, com salas grandes e bem conservadas, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cyntiacalhado.wordpress.com&amp;blog=2082627&amp;post=258&amp;subd=cyntiacalhado&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://cyntiacalhado.files.wordpress.com/2011/08/cidade-jardim.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-259" title="cinema cidade jardim" src="http://cyntiacalhado.files.wordpress.com/2011/08/cidade-jardim.jpg?w=460&#038;h=311" alt="sala bradesco prime" width="460" height="311" /></a></p>
<p>No período de junho e julho, visitei e critiquei as melhores salas de cinema de São Paulo para o site do <a href="http://divirta-se.estadao.com.br/">Divirta-se</a>, do Guia do Estado. Abaixo, as minhas avaliações:</p>
<p><strong><a href="http://divirta-se.estadao.com.br/sp/sao+paulo-itaim+bibi-cinema-kinoplex+itaim/2/3/1420">Kinoplex Itaim – sala 6</a></strong></p>
<p>Este cinema é um dos melhores da cidade para quem procura conforto e blockbusters, com salas grandes e bem conservadas, poltronas espaçosas e som impecável, destaque para a sala 6 com padrão THX. O espaço ao ar livre em frente ao complexo e o saguão com sofás conferem charme a este cinema de rua elitizado. Para comer, há diversas opções de restaurantes e lanchonetes. Já a bomboniere não reserva grandes surpresas, apostando nos clássicos pipoca, refrigerante e guloseimas. O alto valor do ingresso e a programação previsível são os pontos negativos. Nota: 4,5 (0 a 5).</p>
<p><strong><a href="http://www.divirta-se.estadao.com.br/sp/sao+paulo-bela+vista-cinema-filme-comedia+romantica-como+arrasar+um+coracao/2/3/1417">Reserva Cultural – sala 2</a></strong></p>
<p>Com o fechamento do Belas Artes, os apreciadores do cinema de arte ficaram com menos opções na capital. Uma delas é o Reserva Cultural, com programação que privilegia o cinema europeu e títulos autorais. Para não atrapalhar a fruição cinematográfica, o local não vende pipoca, mas opções para comer não faltam, tanto na bomboniere, com deliciosos croissant e éclairs, quanto no bistrô, com bela vista para a Av. Paulista. Entre os problemas, o ingresso caro e algumas salas mal projetadas, com o corredor de entrada ocupando o lugar do que seriam os melhores assentos. Nota: 4,5 (0 a 5).</p>
<p><strong><a href="http://www.divirta-se.estadao.com.br/sp/sao+paulo-vl+0limpia-cinema-kinoplex+vila+0limpia/2/3/1678">Kinoplex Vila Olímpia – salas Platinum</a></strong></p>
<p>Entre os diferenciais das luxuosas salas Platinum Kinoplex estão poltronas espaçosas e reclináveis que lembram às da primeira classe dos aviões e bomboniere exclusiva, que serve vinhos, pipocas aromatizadas com azeites especiais e outros petiscos selecionados. É recomendável comprar ingressos pela internet ou chegar com bastante antecedência para conseguir um dos 98 disputados lugares. Evite as três primeiras fileiras, pois a proximidade da tela prejudica a visão do filme. A programação privilegia os blockbusters, mas ocasionalmente reserva espaço para um título mais autoral.</p>
<p>Estas salas, assim como as Bradesco Prime do Cidade Jardim e a Imax do Espaço Unibanco Bourbon, atendem um público de alto poder aquisitivo disposto a pagar caro em troca de exclusividade e muito conforto. Como a tecnologia 3D, elas proporcionam uma experiência difícil de ser reproduzida em casa e são uma resposta à queda de bilheteria decorrentes da pirataria, internet e popularização das televisões de plasma, LCD e aparelhos Blu-Ray. Nota: 5 (0 a 5).</p>
<p><strong><a href="http://www.divirta-se.estadao.com.br/sp/sao+paulo-perdizes-cinema-filme-acao-quebrando+o+tabu/2/3/1423">Bourbon Pompéia Imax</a></strong></p>
<p>Da rede Espaço Unibanco, este cinema mescla características de cinema de rua e multiplex. Apresenta programação variada com blockbusters e produções mais artísticas exibidas em salas de diferentes perfis, desde a pequena e aconchegante sala 10, com poltronas maiores e confortáveis, até a IMAX, a melhor da capital, com som impecável, tela de 13m de altura e 21m de largura, em formato ligeiramente côncavo, que propicia total imersão no filme. Há bilheteria exclusiva para esta concorrida sala, compre os ingressos pela internet ou chegue com bastante antecedência para garantir seu lugar. Para comer, duas bombonieres, uma charmosa cafeteria e o restaurante Intervalo Forneria. Um dos pontos altos deste cinema são os preços justos. Nota: 5 (0 a 5).</p>
<p><strong><a href="http://www.divirta-se.estadao.com.br/sp/sao+paulo-butanta-cinema-cidade+jardim+-+cinemark+-+salas+bradesco+prime/2/3/1428">Cinemark Cidade Jardim</a></strong></p>
<p>Similar às salas Platinum do Vila Olímpia Kinoplex, as Bradesco Prime também são bastante concorridas, têm poltronas espaçosas e reclináveis, sala de espera e bomboniere exclusiva, com opções refinadas como petit gateau, brusqueta e vinhos. O diferencial é que as salas do Cidade Jardim reservam espaço muito maior entre a tela e a primeira fileira, o que diminui o desconforto de quem assiste ao filme neste local. Entre os inconvenientes está o preço do ingresso, o mais caro da cidade e a falta de exibições em 3D. O conforto de ter sua pipoca entregue na sala tem como contrapartida o incômodo vai-e-vem das garçonetes, mesmo após o início do filme. A programação previsível segue a linha dos outros cinemas da rede Cinemark. Nota: 5 (0 a 5).</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cyntiacalhado.wordpress.com/258/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cyntiacalhado.wordpress.com/258/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cyntiacalhado.wordpress.com/258/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cyntiacalhado.wordpress.com/258/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cyntiacalhado.wordpress.com/258/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cyntiacalhado.wordpress.com/258/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cyntiacalhado.wordpress.com/258/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cyntiacalhado.wordpress.com/258/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cyntiacalhado.wordpress.com/258/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cyntiacalhado.wordpress.com/258/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cyntiacalhado.wordpress.com/258/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cyntiacalhado.wordpress.com/258/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cyntiacalhado.wordpress.com/258/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cyntiacalhado.wordpress.com/258/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cyntiacalhado.wordpress.com&amp;blog=2082627&amp;post=258&amp;subd=cyntiacalhado&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Cinema jovem em debate</title>
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		<pubDate>Tue, 31 May 2011 23:35:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cyntiacalhado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema brasileiro]]></category>
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		<description><![CDATA[A Jornalismo Júnior, empresa júnior da ECA-USP, voltou a realizar sessões de cinema seguidas de palestras na Cidade Universitária. Inclusive, vale a pena dar uma olhada na revista digital que eles produzem, a Cinéfilos. Tive o prazer de promover o debate de Apenas o Fim (leia a crítica aqui), do Matheus Souza, e foi uma [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cyntiacalhado.wordpress.com&amp;blog=2082627&amp;post=245&amp;subd=cyntiacalhado&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://cyntiacalhado.files.wordpress.com/2011/05/apenas-o-fim.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-246" title="apenas o fim" src="http://cyntiacalhado.files.wordpress.com/2011/05/apenas-o-fim.jpg?w=460&#038;h=293" alt="" width="460" height="293" /></a></p>
<p>A Jornalismo Júnior, empresa júnior da ECA-USP, voltou a realizar sessões de cinema seguidas de palestras na Cidade Universitária. Inclusive, vale a pena dar uma olhada na revista digital que eles produzem, a <a href="http://cinefilos.jornalismojunior.com.br">Cinéfilos</a>. Tive o prazer de promover o debate de <strong><em>Apenas o Fim</em></strong> (leia a crítica <strong><a href="http://cyntiacalhado.wordpress.com/2009/06/26/o-frescor-de-retratar-o-mundo-aos-19-anos/">aqui</a></strong>), do Matheus Souza, e foi uma experiência muito gratificante.</p>
<p>Surgiram questionamentos interessantes. Alguns acharam que o filme, por fazer referência a signos culturais muito datados, restringiria seu público no futuro. Outros apontaram que a despolitização da juventude retratada seria reflexo da repressão da ditadura militar. Filmes com foco no público jovem como este, <strong><em>As Melhores Coisas do Mundo</em></strong>, de Laís Bodanzki, e <strong><em>Os Famosos e Os Doendes da Morte</em></strong>, de Esmir Filho, para citar alguns, são fundamentais para a formação de público para o cinema nacional, como aprofundei no texto <strong><a href="http://cyntiacalhado.wordpress.com/2010/04/30/universoteen-com/"><em>Universoteen.com</em></a></strong>.</p>
<p>Porém, não basta os filmes existirem, eles têm que chegar a seu público. Aí entra a <strong><a href="http://www.brazucah.com.br">Brazucah</a></strong>, agência de comunicação especializada na divulgação de filmes brasileiros e única que desenvolve ações de formação de platéia para o cinema nacional, como a sessão a qual participei. Com foco em quem que não têm acesso ao cinema, o <strong><a href="http://www.cinetelabrasil.com.br/">Cine Tela Brasil</a></strong> criado pela Laís Bodanzki e o Luiz Bolognesi é outra iniciativa interessante.</p>
<p>Independente da esfera privada, o governo, além de subsidiar a produção dos filmes com as leis de incentivo, deveria ter uma política sistemática de acesso ao cinema nacional. Aguardaremos.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cyntiacalhado.wordpress.com/245/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cyntiacalhado.wordpress.com/245/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cyntiacalhado.wordpress.com/245/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cyntiacalhado.wordpress.com/245/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cyntiacalhado.wordpress.com/245/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cyntiacalhado.wordpress.com/245/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cyntiacalhado.wordpress.com/245/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cyntiacalhado.wordpress.com/245/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cyntiacalhado.wordpress.com/245/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cyntiacalhado.wordpress.com/245/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cyntiacalhado.wordpress.com/245/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cyntiacalhado.wordpress.com/245/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cyntiacalhado.wordpress.com/245/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cyntiacalhado.wordpress.com/245/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cyntiacalhado.wordpress.com&amp;blog=2082627&amp;post=245&amp;subd=cyntiacalhado&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Retrospectiva 2010</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Dec 2010 18:04:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cyntiacalhado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Retrospectiva]]></category>
		<category><![CDATA[A Fita Branca]]></category>
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		<description><![CDATA[Para não fugir à tradição, confira abaixo a lista dos melhores longas internacionais lançados este ano de acordo com A Cinéfila. O supra-sumo 1 &#8211; O Profeta &#8211; Este longa francês que levou o Grande Prêmio do Júri do Festival de Cannes de 2009 é, na minha opinião, o melhor filme de 2010. Com seu [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cyntiacalhado.wordpress.com&amp;blog=2082627&amp;post=238&amp;subd=cyntiacalhado&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para não fugir à tradição, confira abaixo a lista dos melhores longas internacionais lançados este ano de acordo com <em>A Cinéfila</em>.</p>
<p><a href="http://cyntiacalhado.files.wordpress.com/2010/12/fita-branca.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-241" title="Fita Branca" src="http://cyntiacalhado.files.wordpress.com/2010/12/fita-branca.jpg?w=460&#038;h=337" alt="" width="460" height="337" /></a></p>
<p><strong>O supra-sumo</strong></p>
<p>1 &#8211; <strong><em>O Profeta</em></strong> &#8211; Este longa francês que levou o Grande Prêmio do Júri do Festival de Cannes de 2009 é, na minha opinião, o melhor filme de 2010. Com seu virtuosismo, domínio da narrativa clássica, habilidade em manutenção da tensão e ritmo cinematográficos, Jacques Audiard parte dos gêneros dos filmes de máfia e de prisão para contar esta história que fala sobre criminalidade, religiosidade, filiação, racismo e educação. O longa discute a configuração de forças política e social na França por meio da história de um jovem de origem árabe que se transforma em chefe da máfia corsa.</p>
<p>2 &#8211; <em><strong>A Fita Branca</strong></em> &#8211; Vencedor da Palma de Ouro em Cannes 2009, o longa elabora poderosa reflexão sobre as raízes do nazismo ao mostrar estranhos incidentes vividos por moradores de uma pequena aldeia alemã. Autoritarismo, submissão e violência permeiam esta opressiva sociedade retratada por Haneke em uma belíssima fotografia em preto e branco.</p>
<p>3 &#8211; <em><strong>Polícia, adjetivo</strong></em> &#8211; Depois de <em>A Leste de Bucareste</em>, que ganhou a Camera D&#8217;Or de Cannes em 2006, o diretor Corneliu Porumboiu lança este filme policial que foge à regra, já que em vez das perseguições cheias de adrenalina, mostra o tedioso cotidiano de Cristi que segue e observa três estudantes usuários de haxixe para descobrir qual deles é o traficante. O filme se desenvolve de forma previsível até a cena final em que o delegado usa a semântica para aniquilar o questionamento ético que o protagonista apresenta sobre o papel da subjetividade na atuação profissional. Neste momento o título fica claro e o filme absolutamente brilhante.</p>
<p>4 &#8211; <em><strong>Tudo Pode dar Certo</strong></em> &#8211; Interessante comparar os dois lançamentos de Woddy Allen este ano. Este que integra a lista é otimista, cômico e se filia às comédias da década de 80 do cineasta (e à sua declarada influência dos Irmãos Marx), enquanto o cínico e cruel <em>Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos</em> se alinha a seus filmes mais sombrios, como <em>Match Point</em> e <em>Crimes e Pecados</em>, reflexo de suas pretensões dramáticas. Como a vida é muito dura e os bons comediantes raros, fico com este longa estrelado por Larry David, o melhor alter ego de Woody Allen.</p>
<p>5 -<em><strong> Tetro</strong></em> &#8211; Apesar de um certo exagero melodramático e alguns tropeços, Tetro é uma poderosa obra em homenagem às artes. Filmado na Argentina com refinada fotografia em preto e branco, o longa sobre rivalidade familiar é protagonizado por Vincent Gallo, em notável interpretação. A ousada produção representa a volta de Coppola ao cinema autoral que o consagrou com obras como <em>O Poderoso Chefão</em> e <em>Apocalipse Now</em>.</p>
<p><strong>Micos do ano</strong></p>
<p>1 &#8211; <strong><em>Nine </em></strong>(Rob Marshall) &#8211; Fellini se mexeu no túmulo quando este filme foi lançado.</p>
<p>2 &#8211; <strong><em>Preciosa </em></strong>(Lee Daniels) &#8211; Melodrama forçadíssimo construido com base do ditado &#8220;nada é tão ruim que não possa piorar&#8221;.</p>
<p>3 &#8211; <strong><em>Sex and The City 2 </em></strong>(Michael Patrick King) &#8211; Consumismo desenfreado e conflitos rasos fazem desta sequência um dos micos do cinema em 2010.</p>
<p>Publicado no <a href="http://guiadasemana.com.br/Sao_Paulo/Cinema/Noticia/Melhores_Gringos_de_2010.aspx?id=70964">Guia da Semana </a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cyntiacalhado.wordpress.com/238/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cyntiacalhado.wordpress.com/238/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cyntiacalhado.wordpress.com/238/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cyntiacalhado.wordpress.com/238/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cyntiacalhado.wordpress.com/238/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cyntiacalhado.wordpress.com/238/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cyntiacalhado.wordpress.com/238/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cyntiacalhado.wordpress.com/238/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cyntiacalhado.wordpress.com/238/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cyntiacalhado.wordpress.com/238/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cyntiacalhado.wordpress.com/238/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cyntiacalhado.wordpress.com/238/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cyntiacalhado.wordpress.com/238/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cyntiacalhado.wordpress.com/238/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cyntiacalhado.wordpress.com&amp;blog=2082627&amp;post=238&amp;subd=cyntiacalhado&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Fita Branca</media:title>
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		<title>34ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Nov 2010 12:20:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cyntiacalhado</dc:creator>
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<p>O evento mais aguardado pelo cinéfilos paulistanos chegou ao fim. Muitos se maravilharam com os 467 filmes que Leon Cakoff e Renata Almeida trouxeram para esta <em><strong>34ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo</strong></em>. Entre homenagens a Manoel de Oliveira, presença de Wim Wenders e exibição do clássico <em>Metropolis</em>, de Fritz Lang, em versão restaurada, confira alguns dos longas que merecem destaque nesta edição. </p>
<p><strong><em>Bróder </em>– Jefferson De</strong><br />
Apesar do roteiro, trilha sonora e algumas interpretações boas, a construção da mise-en-scène de Jefferson De é fraca e Caio Blat, que vive o mano Macu, parece tentar compensar seu distanciamento social com uma atuação exagerada. Este longa provocou interesse da mídia pelo fato de estabelecer uma espécie de inversão de forças, uma vez que o diretor filma uma realidade, a do bairro periférico paulista Capão Redondo, que ele próprio viveu. Assim como o (fraquíssimo) <em>5x Favela – Agora Por Nós Mesmos</em>, esta produção quebra a lógica que rege a produção nacional, em que o cotidiano das classes baixas é visto pela ótica da classe média. Esta argumentação soa frágil, já que, além do âmbito político, o fato de uma pessoa retratar um universo conhecido não é garantia de maior autenticidade a uma obra.</p>
<p><strong><em>Cópia Fiel </em>– Abbas Kiarostami </strong><br />
Quem acompanha a carreira do cineasta iraniano, estranha esta produção que, além de ser filmada na Toscana, a princípio parece uma despretensiosa comédia romântica. À medida que a narrativa avança, as marcas do autor vão sendo reveladas e o longa assume um jogo de representação que remete a Close-Up (1990). A leveza e graça de Juliete Binoche, que levou o prêmio em Cannes por esta interpretação, e a frieza de William Shimell dão tom ao filme.</p>
<p><em><strong>Minha Felicidade </strong></em><strong>- Sergei Loznitsa</strong><br />
O diretor ucraniano traz sua experiência como documentarista para esta que é sua primeira incursão no universo ficcional. Verdadeiro soco no estômago, o longa de título irônico é um retrato desolador da Rússia pós-comunismo, uma terra sem lei, marcada pelo abuso da autoridade e violência, por onde perambulam homens-zumbi.</p>
<p><strong><em>Rosas a Crédito</em> &#8211; Amos Gitai</strong><br />
Amos Gitai se distancia do conflito árabe-israelense presente em toda sua filmografia para falar, em seu novo longa, da influência norte-americana, que se deu de forma prática por meio Plano Marshall, na França do pós-guerra. O consumismo e a busca pelo novo, marcas da personagem de Marjoline, e o apego às tradições já decadentes, do marido Daniel, servem como metáfora das novas configurações da Europa. O filme retrata também as transformações da mulher, passando por temas como aborto, divórcio e emancipação.</p>
<p><strong><em>Tio Boonmee, Que Pode Recordar Suas Vidas Passadas</em> &#8211; Apichatpong Weerasethakul</strong><br />
Conduzido por um mal-estar constante, o espectador é convidado a mergulhar em um universo fantástico, povoado de lendas e misticismo, neste mais recente filme do diretor tailandês que ganhou a Palma de Ouro no festival de Cannes. Transcendência e contemplação, pilares do budismo, são dois conceitos chaves que permeiam esta obra.</p>
<p>Publicada no <a href="http://guiadasemana.com.br/Sao_Paulo/Cinema/Noticia/O_melhor_da_Mostra.aspx?id=69472" target="_blank">Guia da Semana</a>.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cyntiacalhado.wordpress.com/229/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cyntiacalhado.wordpress.com/229/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cyntiacalhado.wordpress.com/229/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cyntiacalhado.wordpress.com/229/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cyntiacalhado.wordpress.com/229/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cyntiacalhado.wordpress.com/229/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cyntiacalhado.wordpress.com/229/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cyntiacalhado.wordpress.com/229/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cyntiacalhado.wordpress.com/229/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cyntiacalhado.wordpress.com/229/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cyntiacalhado.wordpress.com/229/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cyntiacalhado.wordpress.com/229/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cyntiacalhado.wordpress.com/229/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cyntiacalhado.wordpress.com/229/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cyntiacalhado.wordpress.com&amp;blog=2082627&amp;post=229&amp;subd=cyntiacalhado&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>A Voz dos Excluídos</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Jun 2010 15:32:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cyntiacalhado</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Longa discute configuração de forças política e social na França por meio da transformação de um jovem de origem árabe em mafioso  Assistir à primeira e a última sequência de O Profeta serve como um interessante exercício de síntese desta notável obra do francês Jacques Audiard, que levou o Grande Prêmio do Júri do Festival [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cyntiacalhado.wordpress.com&amp;blog=2082627&amp;post=218&amp;subd=cyntiacalhado&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><a href="http://cyntiacalhado.files.wordpress.com/2010/06/profeta1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-224" title="profeta" src="http://cyntiacalhado.files.wordpress.com/2010/06/profeta1.jpg?w=298&#038;h=400" alt="" width="298" height="400" /></a></em></p>
<p><em>Longa discute configuração de forças política e social na França por meio da transformação de um jovem de origem árabe em mafioso</em> </p>
<p>Assistir à primeira e a última sequência de<em><strong> O Profeta</strong></em> serve como um interessante exercício de síntese desta notável obra do francês Jacques Audiard, que levou o Grande Prêmio do Júri do Festival de Cannes, em 2009. Na primeira, somos apresentados a Malik El Djebena, jovem de 19 anos, analfabeto, pobre e sem família, de aparência frágil e insegura, condenado a seis anos de prisão e hesitante em se afirmar enquanto árabe ou francês. Na última, vemos o protagonista, magnificamente interpretado pelo estreante Tahar Rahim, saindo da cadeia com a confiança, pose e poder de um chefe do crime organizado, agora com mulher, filho e escolta dos mafiosos árabes.</p>
<p>É impossível não relacionar a escalada de Malik com a do personagem de Al Pacino em <em>O Poderoso Chefão</em>. A trajetória de formação do herói é um clichê do cinema, mas ela é só uma das linhas que sustenta este complexo roteiro que fala sobre a configuração de forças da França contemporânea por meio da ressignificação de antigas estruturas cinematográficas. Com seu virtuosismo, domínio da narrativa clássica e habilidade em manutenção da tensão e ritmo cinematográficos, Jacques Audiard parte dos gêneros dos filmes de máfia e de prisão para contar esta história que fala sobre criminalidade, religiosidade, filiação, racismo e educação. </p>
<p>A humanização conferida ao protagonista e sua complexidade fazem com que o público sinta empatia por ele, fato que levantou, na França, polêmicas similares as que suscitou <em>Cidade de Deus</em> no Brasil. Malik é apresentado como uma vítima que se adequou ao ambiente hostil em que foi submetido. É impossível não se sensibilizar com a felicidade infantil estampada em seu rosto quando ele toma vento pela janela do carro em uma de suas saídas da prisão, com sua excitação ao andar de avião pela primeira vez, alegria em molhar o pé no mar (a grande metáfora da liberdade) ou na cena em que ele dorme abraçado com o filho de seu amigo e companheiro de crime.</p>
<p>Como contraponto a esta faceta do personagem, vemos Malik assassinar brutalmente outro preso &#8211; passagem que simboliza o grande rito iniciático que o insere na máfia corsa &#8211; e cometer uma chacina no meio da rua, sequência digna dos grandes mestres do cinema, que tem a força das imagens do atentado a Vito Corleone em <em>O Poderoso Chefão</em>.</p>
<p>Outra questão marcante, que o título já anuncia, é o caráter messiânico de Malik, que é construído a partir da perspectiva religiosa e de um realinhamento e afirmação de suas raízes árabes. Pautado pelo realismo, o longa adquire atmosfera sobrenatural quando o protagonista acerta contas simbolicamente com o árabe que matou e no momento em que sua capacidade de vislumbrar o futuro é anunciada. Da forma como é colocado em cena, pode-se concluir que este dom seja metafórico e indique um tipo de astúcia do personagem, que lhe permite, no final do processo, promover uma inversão de forças na máfia. <br />
A afirmação e disputa étnicas aparecem também pelo viés linguístico, já que o protagonista – que tem o árabe como idioma materno &#8211; aprende a língua corsa para negociar, e de certa forma se aproximar do mentor e temido chefão César Luciani (Niels Arestup), além de assistir aulas de francês, o idioma oficial do Estado. Este caráter colonizador do ensino da língua foi aprofundado no excelente <em>Entre os Muros da Escola</em>.</p>
<p>É interessante ressaltar a posição política do diretor ao dar voz e transformar um árabe em herói no território francês. Desta forma, Jacques Audiard coloca em debate o lugar social dos povos de origem estrangeira na França e as políticas xenofóbicas de Nicolas Sarkozy.</p>
<p>Publicada no <a href="http://www.guiadasemana.com.br/Sao_Paulo/Cinema/Noticia/A_Voz_Dos_Excluidos.aspx?id=65321" target="_blank">Guia da Semana</a>.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cyntiacalhado.wordpress.com/218/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cyntiacalhado.wordpress.com/218/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cyntiacalhado.wordpress.com/218/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cyntiacalhado.wordpress.com/218/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cyntiacalhado.wordpress.com/218/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cyntiacalhado.wordpress.com/218/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cyntiacalhado.wordpress.com/218/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cyntiacalhado.wordpress.com/218/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cyntiacalhado.wordpress.com/218/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cyntiacalhado.wordpress.com/218/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cyntiacalhado.wordpress.com/218/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cyntiacalhado.wordpress.com/218/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cyntiacalhado.wordpress.com/218/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cyntiacalhado.wordpress.com/218/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cyntiacalhado.wordpress.com&amp;blog=2082627&amp;post=218&amp;subd=cyntiacalhado&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Universoteen.com</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Apr 2010 21:44:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cyntiacalhado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema brasileiro]]></category>
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		<category><![CDATA[Esmir Filho]]></category>
		<category><![CDATA[Fiuk]]></category>
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		<description><![CDATA[Filmes revelam as inseguranças, confusões e desejos dos adolescentes da geração dos bites e pixels Para quem acompanha a produção nacional de perto, é uma grande alegria ir ao cinema e ver dois filmes brasileiros adolescentes de qualidade em cartaz, além de outro (Antes que o Mundo Acabe) programado para estreiar em breve. Pensar que [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cyntiacalhado.wordpress.com&amp;blog=2082627&amp;post=204&amp;subd=cyntiacalhado&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><a href="http://cyntiacalhado.files.wordpress.com/2010/04/osfamosos1.jpg"></a></em></p>
<p><em><a href="http://cyntiacalhado.files.wordpress.com/2010/04/os-famosos-e-os-duendes-da-morte.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-211" title="os-famosos-e-os-duendes-da-morte" src="http://cyntiacalhado.files.wordpress.com/2010/04/os-famosos-e-os-duendes-da-morte.jpg?w=439&#038;h=306" alt="" width="439" height="306" /></a></em></p>
<p><em>Filmes revelam as inseguranças, confusões e desejos dos adolescentes da geração dos bites e pixels</em></p>
<p>Para quem acompanha a produção nacional de perto, é uma grande alegria ir ao cinema e ver dois filmes brasileiros adolescentes de qualidade em cartaz, além de outro (<em>Antes que o Mundo Acabe</em>) programado para estreiar em breve. Pensar que os jovens têm a opção de assistir a histórias como as que vivem em seu cotidiano, identificar-se com personagens que remetem a seus amigos, ouvir sotaques familiares, ver ruas de sua cidade e seu ídolo teen na tela, ao invés de imagens importadas da juventude norte-americana, é uma satisfação. Lamenta-se, porém, que esse cenário, amplamente comemorado pela crítica, não seja uma constante e sim um período de exceção do cinema nacional.</p>
<p>Com a montagem dinâmica de Daniel Resende e uso de recursos audiovisuais que conferem agilidade e ritmo à narrativa, <em>As Melhores Coisas do Mundo</em> acompanha as descobertas, dilemas e adversidades vividos por Mano, jovem paulista de classe média. Os diálogos extremamente verossímeis e o roteiro bem amarrado, que reúne um panorama rico de situações típicas da adolescência contemporânea, revelam o intenso trabalho de pesquisa de Laís Bodanzky, que já havia mostrado sua competência na direção de <em>Bicho de Sete Cabeças</em> e <em>Chega de Saudade</em>.</p>
<p>Escalar para o elenco o protagonista do seriado Malhação e cantor Fiuk foi outro acerto do filme, pois a formação de público adolescente para o cinema nacional é impensável sem o atrativo de ídolos teens brasileiros.</p>
<p>Já <em>Os Famosos e os Duendes da Morte</em>, longa de estreia do premiado curta-metragista Esmir Filho, opta por um registro com tempo distendido e palheta de cores mais sóbrias para retratar a vida de um melancólico jovem sem nome e com poucas perspectivas em uma pequena e monótona cidade rural do Sul. A relação do jovem com um misterioso casal, que ele acompanha por vídeos na internet, conferem tom sobrenatural a alguns momentos da produção que venceu o Festival do Rio no ano passado. O isolamento e interpretação contida do protagonista, a inserção de imagens com diferente granulação, entre outros aspectos, sinalizam a referência a Gus Van Sant, especialmente a <em>Paranoid Park</em>.   </p>
<p><em>As Melhores Coisas do Mundo</em> e <em>Os Famosos e os Duendes da Morte</em> têm diversos pontos de ligação. O papel da internet como forma de sociabilidade &#8211; por meio do MSN, blogs e redes sociais -; a música que age como canalização produtiva das frustrações e como caminho para a liberdade; a droga que aparece não mais como símbolo da destruição e perda de controle, mas enquanto uma forma de escapismo controlado; a desconstrução da família nos moldes tradicionais e o flerte com a morte são alguns deles. O uso de atores iniciantes e não atores, grande responsável por garantir a veracidade e o frescor da encenação, é outro aspecto comum.</p>
<p>A juventude de classe média representada nos filmes não é mais aquela que tinha que chegar até as 22h em casa. Ela já não vive também grandes choques de geração, uma vez que os pais autoritários de outrora deram lugar a figuras mais compreensivas e liberais. As diversas formas de humilhação experimentadas no selvagem ambiente escolar agora se sofisticaram com o uso da internet e o surgimento do cyberbullying. A homossexualidade é encarada com menos preconceito. Não há grandes transgressões, eles são estranhamente comportados, até demais por sinal.</p>
<p>Apesar de características comuns a esta faixa etária, a adolescência nos tempos atuais tem muitas particularidades que refletem mudanças sociais mais amplas, o que faz com que estes filmes tenham valor também enquanto registros de uma época.</p>
<p>Publicada no <a href="http://www.guiadasemana.com.br/Sao_Paulo/Cinema/Noticia/Universoteen_com.aspx?id=62774" target="_blank">Guia da Semana</a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cyntiacalhado.wordpress.com/204/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cyntiacalhado.wordpress.com/204/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cyntiacalhado.wordpress.com/204/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cyntiacalhado.wordpress.com/204/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cyntiacalhado.wordpress.com/204/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cyntiacalhado.wordpress.com/204/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cyntiacalhado.wordpress.com/204/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cyntiacalhado.wordpress.com/204/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cyntiacalhado.wordpress.com/204/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cyntiacalhado.wordpress.com/204/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cyntiacalhado.wordpress.com/204/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cyntiacalhado.wordpress.com/204/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cyntiacalhado.wordpress.com/204/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cyntiacalhado.wordpress.com/204/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cyntiacalhado.wordpress.com&amp;blog=2082627&amp;post=204&amp;subd=cyntiacalhado&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>A nata de 2009</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Apr 2010 16:01:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cyntiacalhado</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Sesc Melhores Filmes]]></category>

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		<description><![CDATA[Não perca a última chance de conferir na telona os longas que se destacaram entre os lançamentos no ano passado Começa a mais antiga mostra de cinema da cidade de São Paulo. Entre 8 e 29 de abril, o 36º Festival SESC Melhores Filmes, que exibe as produções de 2009 mais prestigiadas pela crítica e [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cyntiacalhado.wordpress.com&amp;blog=2082627&amp;post=197&amp;subd=cyntiacalhado&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
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<p><em>Não perca a última chance de conferir na telona os longas que se destacaram entre os lançamentos no ano passado</em></p>
<p>Começa a mais antiga mostra de cinema da cidade de São Paulo. Entre 8 e 29 de abril, o <strong>36º Festival SESC Melhores Filmes</strong>, que exibe as produções de 2009 mais prestigiadas pela crítica e pelo júri popular. É a oportunidade de contemplar pela primeira vez ou novamente alguns dos grandes títulos lançados no ano passado, desde os mais populares, como <em>Up &#8211; Altas Aventuras</em>, <em>Lua Nova</em> e <em>Divã</em>, até os autorais <em>Anticristo</em>, <em>Moscou</em> e <em>Ervas Daninhas</em>.</p>
<p>Saiba porque alguns dos longas não devem ficar fora de sua lista e, caso não esteja em São Paulo, fique atento, pois em breve estes filmes estarão disponíveis em DVD.</p>
<p><strong><em>Desejo e Perigo</em></strong>, de Ang Lee. Premiado com um Leão de Ouro em Veneza, repetindo o feito de Brokeback Mountain, Ang Lee retorna à sua terra natal para filmar esta história que mistura desejo, política e violência. Grandes atuações, solidez narrativa e reconstituição de época primorosa fazem do longa a melhor estreia de 2009, de acordo com a crítica.</p>
<p><strong><em>Anticristo</em></strong>, de Lars Von Trier. O diretor se mostra novamente surpreendente nesta produção rica em simbologias, que promove um embate entre misticismo, filosofia, história, psicanálise e cristianismo.</p>
<p><strong><em>Moscou</em></strong>, de Eduardo Coutinho. Em seu filme mais experimental, o documentarista retrata os ensaios da peça As Três Irmãs, de Tchekhov, (que não foi nem será encenada) dando prosseguimento à investigação entre ficção e realidade que já era a tônica em Jogo de Cena.</p>
<p><strong><em>Cidadão Boilesen</em></strong>, de Chaim Litewski. Fruto de intensa pesquisa, o documentário faz importante revisão da ditadura militar brasileira mostrando a organização de empresários brasileiros para financiar a tortura. Ritmo dinâmico e uso de variados recursos audiovisuais, como animação, são alguns dos diferenciais deste filme.</p>
<p><strong><em>Apenas o Fim</em></strong>, de Matheus Souza. Despretensiosa, esta produção de baixíssimo orçamento faz um raio-x da juventude contemporânea por meio da história de um casal que está se separando. O primeiro longa de Matheus Souza transpira renovação e despojamento.</p>
<p><strong><em>500 Dias Com Ela</em></strong>, de Marc Webb. Esta deliciosa e criativa comédia romântica dá novo fôlego ao gênero graças a uma série de procedimentos narrativos, como a quebra da linearidade e intenso uso de flashbacks e flash fowards, a inserção de um número de dança em referência aos musicais clássicos e na sequência em que as expectativas do protagonista e a realidade dividem a cena.</p>
<p><strong><em>Deixa Ela Entrar</em></strong>, de Tomas Alfredson. Longe das convenções cinematográficas do gênero, o drama sueco explora a complexa relação entre uma jovem vampira e um menino que sofre com bullying na escola. Em um ano de filmes de vampiros adolescentes a la Romeu e Julieta, Deixa Ela Entrar oferece abordagem obscura do amor entre sugadores de sangue e humanos.</p>
<p>Publicada no <a href="http://guiadasemana.com.br/Sao_Paulo/Cinema/Noticia/A_nata_de_2009.aspx?id=62096" target="_blank">Guia da Semana</a></p>
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